Nota sobre a A.N.H.B.

A Associação da Nobreza Histórica do Brasil tem como um de seus principais objetivos a preservação da memória dos nobres, valorizando as tradições familiares, hoje tão necessárias para a transmissão de autênticas virtudes e valores morais aos atuais membros da Nobreza Brasileira. É também seu objetivo preservar o ideal de corpo social e o espírito de dever, que são um dos privilégios da Nobreza, bem como o de salvaguardar, lato sensu, seus altos interesses.

A A.N.H.B. será, com a Graça de Deus, uma instituição que reunirá o maior número possível de descendentes da Nobreza do Brasil, principalmente aquela do período Imperial. Igualmente espera receber em seus quadros todo o brasileiro(a) que guarde em si o espírito cavalheiresco, que é de imolação e serviço a Deus e à Pátria.

Como as demais associações de nobreza do mundo, a A.N.H.B. quer incentivar a Juventude, promovendo palestras, cursos e viagens, proporcionando aos seus jovens oportunidades de conhecerem pessoas de seu próprio estamento, contribuindo para que sejam transmitidos e cultuados os ideais prezados por seus ancestrais e, assim, conservar uma verdadeira aristocracia de sangue e de sentimentos: Sine Virtute Nulla Nobilitas.

A Associação conta com uma Comissão de Ligação na Europa, sediada em Portugal e presidida pelo Sr. Conde de Viana. Mantém contacto com a C.I.L.A.N.E. (Comissão de Informação e de Ligação das Associações Nobiliárquicas Européias) através da Associação da Nobreza Histórica de Portugal (A.N.H.P.).

Por causa da extensão territorial do Brasil, a A.N.H.B. conta com duas Secções. A Secção Setentrional, que engloba os estados das Regiões Norte e Nordeste, e a Secção Meridional, que engloba os estados das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Esta divisão foi estabelecida para facilitar os trabalhos genealógicos, culturais, sociais e administrativos da Associação. É de bom alvitre esclarecer que a A.N.H.B. não tem competência para encartar títulos e passar brasões de armas, como seria um Conselho de Nobreza. A Associação apenas reconhece, pelas provanças de seus membros, a nobreza de determinada pessoa ou família, sem, contudo, renovar ou encartar qualquer direito nobiliárquico, pois a Associação tão somente congrega nobres.

No quadro de sócios efetivos da Associação figurarão os descendentes dos titulares, isto é, dos barões, viscondes, condes, marqueses e duques; os descendentes de título do Conselho; os descendentes dos fidalgos de cota de armas e dos oficiais-mores da Casa Imperial; os descendentes de fidalgos da Casa Imperial (v.g. moço fidalgo, fidalgo cavaleiro); os descendentes dos condecorados com as ordens militares do Império; os descendentes de oficiais da Guarda Nacional e os de oficiais generais do Exército e da Armada; os descendentes de cadetes ou guardas-marinha, os descendentes dos nobres brasileiros anteriores à Independência e, finalmente, os descendentes de pessoa detentora de outro direito nobiliárquico nacional ou estrangeiro aqui não arrolado a ser apreciado pela A.N.H.B.